sexta-feira, 2 de maio de 2008

Rica, famosa, adolescente. Mesada? US$ 300,00

            Seattle – Destiny Hope Cyrus, ou Miley Cyrus, a garota que está tão onipresente nos Estados Unidos feito a bandeira americana, foi eleita semana passada pela revista People a criança que mais fatura no show business: US$ 17,5 milhões pela recente temporada. A cantora, atriz, autora e guitarrista, que ao colocar uma peruca loura transforma-se em Hannah Montana, o seriado responsável pela recuperação dos estúdios Disney, põe apenas US$ 300,00 mensais no bolso. O resto vai para seu pai, Billy Ray Cyrus, que também faz o papel de seu pai em Hannah Montana.

            Miley, que é vista em 95 milhões de norte-americanos, envolveu-se numa trapalhada na semana passada, quando a revista Vanity Fair publicou suas fotos com as costas nuas, envolvida apenas com uma roupa de cama. As fotos, feitas pela lendária Annie Liebovitz, tiveram um efeito desastroso para sua carreira. Conhecida pela espontaneidade, simplicidade e principalmente por ser engraçada – sua marca registrada – Miley, ou Hannah Montana, teve que se desculpar com os fãs: “As fotos eram para ser artísticas, mas vendo o resultado na revista, me sinto totalmente sem graça “, disse. “Eu jamais quis que isto acontecesse – e por isto peço desculpas”.

            Apesar do tropeço, a carreira da Miley, que tem apenas 15 anos, vai de vento em popa. Somente no ano passado ela faturou US$ 3,5 milhões, o que a colocou no 17º lugar dos milionários com menos de 25 anos da revista Forbes. Seu programa roda quase que 24 horas por dia no Disney Channel, que não tem anúncios, só os do próprio canal. A garota já vendeu mais de oito milhões de CDs, três milhões de DVDs, 1,7 milhão de jogos interativos e 3,7 milhões de livros. Apresentou o Oscar deste ano (quase irreconhecível num vestido de Valentino) vai ganhar uma estátua no museu de cera da Madame Tussauds e já vende cerca de 400 produtos, o que a faz uma estrela do mercado de merchandising nos Estados Unidos, avaliado em US$ 200 bilhões anuais.

            Hannah tem duas vidas. Uma como Miley, a estabanada (e com problemas de auto-afirmação) garota que vive numa praia da Califórnia como seu pai (viúvo) e seu irmão. A outra, como a celebridade Hannah Montana, séria, profissional, sempre correndo do assédio dos fãs. O seriado, 26 capítulos por temporada, é divertidíssimo, o que soa como alívio para os pais que, vez por outra, são obrigados a acompanhá-lo.

Ao lado de High School Musical, e desde março de 2006, quando estreou, Hannah é programa obrigatório nos Estados Unidos. Já foi escolhido para receber o Emmy, o Oscar da TV, ao mesmo tempo em que já foi anunciada a terceira série, que começará a partir de abril do ano que vem. Tem gente que paga até US$ 1000,00 para vê-la mais de perto em seus shows (que faturou até agora US$ 65 milhões), coisa que o candidato Barack Obama, que tem duas filhas, se recusou a fazê-lo.

Nada mal para uma garota que nasceu na distante
Franklin, Tennessee, filha de um decadente músico de rock-in-rool que colocou o nome de Destiny Hope (Destino Esperança) porque acreditava que ela iria realizar grandes coisas. Sem namorado, sem ir à escola (tutores a acompanham nas temporadas), e principalmente longe do lugar comum que acompanha as celebridades infantis, Destiny Hope vai trocar de nome oficialmente. Para Miley Cyrus, não para Hannah Montana.

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