segunda-feira, 13 de julho de 2015

A GRANDE TACADA

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/a-grande-tacada

Se você ainda acha que o golfe é um esporte caro, chato e difícil, seja bem-vindo ao US-Open, uma espécie de copa do mundo do golfe. 
É uma maratona de jogos que unem profissionais, amadores e quase meio milhão de amantes do esporte este ano aqui Chambers Bay, um campo erguido num grande buraco que antes era uma mineradora,  às margens do Pacífico e a uma hora de Seattle, nos Estados Unidos. 

Apesar da garotada não ter mais paciência com o taco,  a bolinha e andar horas a fio no gramado,   e - pior ainda -  não poder usar com celular no percurso, o esporte continua vivo como nunca. 

O golfe fatura 70 bilhões de dólares por ano, tem mais de 12 milhões de praticantes só nos Estados Unidos e doa mais para a caridade do que todos os outros esportes, somados: 4 bilhões de dólares. 

Mais do que uma meditação, é um jogo de estratégia, onde o seu grande adversário é….você mesmo. 

Tiger Woods, o melhor do mundo durante 683 semanas, não está mais em forma por problemas de saúde e escândalos sexuais. 

Mas o golfe tem gente como Rory Mcllroy , Jordan Spleth e Phil Mickelson, gente que continua atraindo legiões de fãs e, melhor ainda, ganhando muito dinheiro. Só Mickelson (imagem)  hoje o mais popular golfista, ganhou 77 milhões de dólares.

Mas o meu favorito é Arnold Palmer, um senhor de 85 anos considerado o Pelé do golfe, hoje mais conhecido pelo excelente Arnold Palmer, uma mistura de limonada e chá que refresca os verões de boa parte dos norte-americanos. 

É um esporte caro. As entradas chegam a custar 5000 dólares.

Até o voluntários tem de pagar 200 dólares pelo uniforme. É a melhor forma de ficar perto dos ídolos. Há também uma guerra particular para conseguir autógrafos. Brad trouxe a família inteira. 

Apesar de ser um jogo dominado por homens, mulheres são bem-vindas para assistir ou trabalhar, como a massagista sul africana Manita Holtrop.

Em tempos de terrorismo, o USOpen é extremamente protegido por ar, mar e terra. Só de jornalistas do mundo inteiro, são mais de 2 mil - cada um com seu cubículo separado.

A festa dura cinco dias e, ao final, neste domingo, saberemos quem será o novo rei da temporada.

Pedro Augusto Costa, de Seattle, para a TVEJA

Postar um comentário